Diferença entre vacinas da REDE PRIVADA e da REDE PÚBLICA.

Atualizado: 26 de Set de 2018

Os sistemas públicos e privados se complementam, a ideia é somar esforços no intuito de proteger o indivíduo e a comunidade na qual ele pertence.

Vacinação Particular x Vacinação Pública


O sistema público vacina o indivíduo com foco na saúde coletiva, já o sistema Privado vacina o indivíduo com foco na proteção individual, contra todas as doenças preveníveis por vacinas, utilizando produtos licenciados, mais modernos assim oferecendo mais conforto e segurança.

Apesar de ambas as vacinas terem ótima qualidade, as vacinas da rede privada apresentam alguns benefícios para a saúde do bebê e criança. As vacinas da rede pública são diferentes das vacinas da rede privada, saiba quais são essas diferenças e entenda como isso afeta a saúde do seu filho.

Algumas vacinas importantes não são aplicadas na rede pública embora sejam testadas, aprovadas e recomendadas pelas sociedades médicas. Outras apresentam uma geração mais moderna, podendo ser aplicadas combinadas com outras vacinas reduzindo o número de injeções além de algumas delas serem mais purificas, com menor possibilidade de eventos adversos.

Nas clinicas privadas não se usa frascos multidoses, apenas individual (monodose) o que diminui a manipulação da vacina a ser injetada diminuindo assim a possibilidade e erro humano e mantem à mesma a uma conservação de mais qualidade.


Agora vamos falar sobre as vacinas especificamente mostrando a diferença que há entre as vacinas oferecidas na rede púbica e na rede privada.


TRÍPLICE BACTERIANA DTPa E TRÍPLICE BACTERIANA DTPw

As vacinas tríplices bacterianas protegem o bebe contra difteria, coqueluche e tétano. Na rede pública está disponível a DTPw que é produzida a partir de células inteiras da bactéria. Na rede privada está disponível a DTPa que é uma vacina acelular, ou seja é produzida com proteínas e não com células inteiras. A DTPa é uma vacina mais purificada, só contendo na sua composição o que é realmente necessário para a imunização do ser humano por isso as chances de ocorrerem eventos adversos são menos frequentes e intensas.

Caso o seu bebê tenha tomado a DTPW na rede pública e tenha apresentado febre alta por um tempo prolongado e outras reações adversas é recomendado passar a tomar a DTPa na rede privada. Quem começou com uma pode completar o esquema com a mesma ou com a outra sendo que o esquema é composto de 5 doses aos 2, 4, 6, 15 meses e 4 a 6 anos).


VACINA HEXAVALENTE

É uma encontrada somente na rede privada, está vacina combina 6 componentes em uma única injeção ou seja o bebe só levara uma única picada: Salk (pólio inativada), tríplice bacteriana acelular (difteria, tétano e coqueluche), Haemophyius influenzae e Hepatite B. Essa vacina é utilizada aos 2 e 6 meses de vida do bebê.


HEPATITE B

Aplicada nas clinicas particulares combinadas com DTPa + Haemophilus + pólio (vacina hexavalente), diminuindo assim o número de injeções a serem aplicadas na criança.


VACINA PENTAVALENTE

É uma vacina que combina 5 componentes em uma única injeção: Salk (pólio inativada), tríplice acelular (difteria, tétano e coqueluche) e haemophilus influenzae. Esta vacina está disponível somente em clinicas privadas e pode ser utilizada aos 4 meses de vida do bebê e no 1° reforço aos 15 meses.

Na rede pública usa-se a tríplice bacteriana (difteria, tétano e coqueluche) produzida com células inteiras de Bordetella Pertussis, uma vacina que causa alto índice de reações adversas.


VACINA POLIOMIELITE

Nas clinicas particulares só se usa Polio inativada, aplicada na mesma seringa que a DTPa sendo uma vacina conjugada. Esta vacina confere alta proteção e zero efeitos adversos. Na rede pública essa vacina é aplicada separadamente da DTPw a criança recebe duas injeções.


VACINA HAEMOPHILUS INFLUENZAE TIPO B

Haemophilus influenzae tipo B é uma bactéria que pode causar uma série de doenças infecciosas com complicações graves, como: pneumonia, dor de ouvido, inflamação na epiglote, meningite, inflamação nas articulações, entre outros. Na rede privada essa vacina vem junto com a vacina hexavalente e pentavalente.


VACINA ROTAVÍRUS MONOVALENTE E VACINA ROTAVÍRUS PENTAVALENTE

A vacina de rotávirus é uma vacina de vírus vivo, oral. Ela pode ser monovalente que protege apenas contra um sorotipo de rotávirus, mas oferece proteção cruzada contra outro sorotipo e é dada duas doses. A vacina rotávirus monovalente é oferecida na rede pública.

A outra opção é a vacina pentavalente, que está presente na rede privada, ela oferece imunidade contra 5 sorotipos diferentes de rotávirus e é feita nas clinicas privadas em três doses. A vacina pentavalente oferece uma proteção mais ampla para o seu bebê.


PNEUMOCOCOS VACINA PNEUMOCÓCICA CONJUGADA 10 E VACINA PNEUMOCÓCICA CONJUGADA 13

As vacinas pneumocócicas conjugadas protegem as crianças das doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, meningite e otite média aguda. A vacina pneumocócica conjugada (VPC 10), que está presente na rede pública, protege contra 10 subtipos de pneumococos. Já a vacina pneumocócica conjugada 13 (VPC 13) irá proteger contra 13 subtipos de pneumococos.

A VPC13 conta com 3 doses dadas aos 2, 4 e 6 meses e um reforço de 12 a 15 meses. “Se começar o esquema no posto de saúde, pode-se aplicar inicialmente a VPC10 (2doses) e completar a 3° dose e o reforço com a VPC13. Crianças com esquema completo de VPC10 podem se beneficiar com uma dose adicional de VPC13 com o objetivo de ampliar a proteção em crianças de até 5 anos respeitando o intervalo mínimo de dois meses da última dose.”


PNEUMOCÓCICA CONJUGADA 13-VALENTE (VPC13)

A vacina pneumocócica conjugada 13-valente protege contra os 13 sorotipos da bactéria pneumococo, causadora da meningite, otite e pneumonia, que mais atinge as crianças em todo o mundo. Alguns sorotipos presentes na vacina Pneumocócica conjugada 13-valente estão frequentemente associados com maiores casos de reincidência e também de doença invasiva.

A VPC13 valente tem um potencial de cobertura de 92% da doença pneumocócica invasiva em crianças menores de 5 anos.

A proteína utilizada na produção desta vacina CRM 197, tem mais de 20 anos de história e é a única usada com segurança em milhões de crianças em todo o mundo.

A ANVISA amplia a prevenção da pneumonia com a aprovação recente da aplicação da vacina pneumocócica conjugada 13 valente em adultos acima de 50 anos para prevenir a pneumonia.

PNEUMOCÓCICA POLISSACARÍDICA 23V (VPP23)

Foi a primeira a ser desenvolvida e protege contra 23 tipos da bactéria. É indicada para todos os indivíduos acima de 65 anos e para indivíduos maiores de dois anos que apresentem alguma doença como doenças cardiovasculares, pulmonares, diabetes, cirrose hepática, insuficiência renal e pacientes com deficiência de imunidade (HIV positivos, indivíduos em tratamento quimioterápicos, ou em uso de imunossupressor). Necessita de reforço a cada cinco anos, apresenta raros efeitos adversos, podendo ocorrer dor local, com edema e inchaço, mais raramente febre após a aplicação.


MENINGITE – MENINGOCÓCICA CONJUGADA C, MENINGOCÓCICA B E MENINGOCÓCICA CONJUGADA ACWY

Meningocócicas Conjugadas – sempre que possível preferir a vacina MenACWY (vacina encontrada somente na rede privada), inclusive para reforços de crianças previamente vacinadas com MenC (vacina oferecida na rede pública). Crianças com a vacinação completa de MenC podem se beneficiar com uma dose adicional de MenACWY a qualquer momento.


O esquema de doses varia com a vacina utilizada. MenCà duas dose, aos 3 e 5 meses de idade e reforço entre 12 e 15 meses, se o esquema for iniciado após 1 ano de idade utiliza-se dose única. MenACWYà três doses, aos 3, 5 e 7 meses de idade e reforço entre 12 e 15 meses.

Em virtude da rápida redução dos títulos de anticorpos protetores são necessários reforços da MenACWY, esses reforços são feitos entre 4 e 5 anos após a última dose recebida e depois aos 11 anos de idade. Em indivíduos adultos é necessário apenas uma dose da vacina.


A vacina Meningocócica B é encontrada somente na rede privada, a vacina MenB previne meningites e infecções generalizadas (doenças meningocócicas) causadas pela bactéria meningococo tipo B, trata-se se uma vacina inativada ou seja não causa infecção. Esquema de doses: Três doses, aos 3, 5, 7 meses de idade e um reforço entre 12 e 15 meses. Se o esquema de doses for iniciado após os 6 meses de idade é necessário 2 doses com intervalo de 60 dias entre as doses e necessário um reforço após os 24 meses. Se o esquema for iniciado após os 12 meses é necessário somente duas doses respeitando o intervalo de 60 dias entre as doses, este esquema vale para todas as idades acima de 1 ano de idade.


VACINA INFLUENZA (GRIPE)

Na rede pública a vacina influenza trivalente, que protege contra a gripe, só é oferecida até os 5 anos de idade, idosos de 60 anos, gestantes, puérperas, trabalhadores da área da saúde, presidiários e trabalhadores do sistema carcerário e doentes crônicos. Recomenda-se que todos sejam vacinados anualmente contra a influenza independentemente da idade.

Na rede privada é possível tomar esta vacina sem pertencer a grupos de riscos e ou prioritários. Na rede Privada a vacina esta disponível para qualquer pessoas que desejar se imunizar, sendo que a partir de 2015 a rede privada passou a oferecer a vacina influenza TETRAVALENTE que amplia a proteção contra a gripe utilizando 4 cepas de gripe na sua composição.


HPV QUADRIVALENTE

A vacina do HPV quadrivalente que previne contra infecções persistentes e lesões pré-cancerosas causadas pelos tipos de HPV 6,11,16,18 que também previne contra o câncer de colo do útero, da vulva, da vagina, do ânus e verrugas genitais (condiloma). Esta vacina está disponível na rede pública para, meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos no esquema de duas doses (0-6 meses); para pessoas de 9 a 26 anos nas seguintes condições, com HIV/Aids, transplantados, pacientes oncológicos em tratamento com radioterapia ou quimioterapia podem ser vacinadas nas Unidades Básicas de Saúde ou nos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais (Cries), o esquema para essas pessoas é o de três doses (0 - 1 a 2 – 6 meses).

Na REDE PRIVADA a vacina pode ser aplicada em meninas e mulheres a partir dos 9 anos aos 45 anos e para meninos e homens entre 9 e 26 anos. O esquema deve ser iniciado o mais cedo possível.

São recomendadas duas ou três doses, dependendo da idade de início da vacinação. Para meninas e meninos de 9 a 14 anos, 11 meses e 29 dias são indicadas duas doses, com intervalo de seis meses entre elas (0 - 6 meses). A partir dos 15 anos, são três doses: a segunda, um a dois meses após a primeira, e a terceira, seis meses após a primeira dose (0 - 1 a 2 - 6 meses).


VACINA CONTRA HEPATITE A

A rede pública vacina as crianças contra a hepatite A com um ano de idade. Contudo a REDE PRIVADA segue a recomendação da SBIm e seis meses após está primeira dose, aplica uma segunda dose. Uma única dose desta vacina conforme recomendada pela rede pública garante proteção até os 10 anos de idade. Na REDE PRIVADA se faz duas doses pois a segunda dose irá garantir a imunidade contra a hepatite A também na vida adulta.


VACINA VARICELA

A vacina varicela irá proteger as crianças contra a catapora. Contudo, a rede pública oferece apenas uma dose dela. Essa dose não é suficiente para prevenir a doença, serve apenas para evitar que a pessoas contraia versões mais graves dela. Na REDE PRIVADA são oferecidas duas doses, sendo que a segunda irá de fato proteger contra a doença.

Uma outra diferença significativa, é que as clinicas privadas utilizam frascos de vacinas para aplicação em dose única, onde não há manipulação para diluição de amostra, tudo já está pronto, o que torna o uso exclusivo para aquele paciente, além de não conter nenhum tipo de conservante na amostra.

VACINA TETRAVIRAL

Trata-se de vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola, da caxumba e da varicela (catapora), lactose anidra, sorbitol, manitol, aminoácidos, traços de neomicina e água para injeção. Contém traços de proteína do ovo de galinha usado no processo de fabricação da vacina. A vacina SCR-V está recomendada para crianças e adolescentes com menos de 12 anos em substituição às vacinas tríplice viral (SCR) e varicela, quando a aplicação destas duas for coincidente. Disponível somente nas clínicas particulares tem a vantagem de associar as vacinas tríplice viral e a varicela em uma só injeção.

Para ser considerado protegido, todo indivíduo dever ter tomado duas doses na vida, com intervalo mínimo de um mês, aplicadas a partir dos 12 meses de idade. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses da vacina, com intervalo de três meses: aos 12 meses e entre 15 e 24 meses de idade. Se não for possível usar a quádrupla, é possível substituí-la pela tríplice viral (SCR) mais a vacina da varicela em duas picadas disponível na rede pública.

VACINA HERPES ZÓSTER

Trata-se de uma vacina composta por vírus vivos atenuados da varicela zóster. O herpes zóster, popularmente conhecido como “cobreiro”, tem sua principal complicação, a neuropatia pós-herpética, responsável por dor crônica, prolongada, de difícil controle e extremamente debilitante. A vacina está licenciada para pessoas com 50 anos ou mais e é recomendada como rotina para maiores 60 anos de idade.

A vacina do herpes Zóster só é encontrada na rede privada e é necessária somente uma única dose.

VACINA DA DENGUE

Trata-se de vacina atenuada, composta pelos quatro sorotipos vivos do vírus da dengue, obtidos separadamente por tecnologia de DNA recombinante. A vacina previne a infecção causada pelos quatro sorotipos de dengue: DEN1, DEN2, DEN3 e DEN4. A eficácia na prevenção da doença é de 65,5%; na prevenção de dengue grave e hemorrágica é de 93% e de internação é de mais de 80%.

A vacina está licenciada para crianças a partir de 9 anos de idade, adolescentes e adultos até 45 anos e é recomendada para indivíduos previamente infectados por um dos vírus da dengue (soropositivos com ou sem história da doença).

A vacina da Dengue é encontrada somente da rede privada são necessárias três doses com intervalo de seis meses entre as doses.